
Diana, uma das vozes mais marcantes da música romântica brasileira dos anos 1970, morreu na madrugada desta quarta-feira, 21 de agosto, aos 76 anos. A cantora, cujo nome de batismo era Ana Maria Siqueira Iorio, foi encontrada sem vida em sua residência na cidade de Araruama, no Rio de Janeiro. A notícia de sua morte foi confirmada por seu filho, André Iorio, por meio das redes sociais.
De acordo com informações fornecidas pela família, Diana foi levada ao pronto-atendimento de Iguaba Grande, cidade vizinha, mas as tentativas de reanimação não tiveram sucesso.
Diana ganhou destaque no cenário musical com a gravação de “Porque Brigamos”, uma balada lançada em 1972 que rapidamente se tornou um grande sucesso. A canção é uma versão em português de “I Am… I Said”, de Neil Diamond, e marcou a carreira da cantora, consolidando-a como um ícone do gênero romântico. Outro sucesso do mesmo álbum, intitulado apenas “Diana”, foi “Ainda Queima a Esperança”, composição de Raul Seixas e Mauro Motta, que também alcançou as paradas de sucesso.
No auge de sua carreira, Diana era frequentemente comparada a Roberto Carlos, sendo chamada de “a versão feminina” do Rei devido ao seu repertório repleto de canções românticas. Seus shows, que duravam cerca de 2h30, atraíam grandes públicos, consolidando seu nome na música brasileira.
Além de sua carreira solo, Diana foi casada com o cantor e compositor Odair José, com quem teve uma relação notória tanto na vida pessoal quanto na profissional. Juntos, lançaram a canção “Foi tudo culpa do amor” em 1974, uma música que refletia as constantes brigas do casal, que muitas vezes eram expostas ao público.
A morte de Diana deixa uma lacuna na música popular brasileira, especialmente para os fãs que acompanharam sua trajetória de sucesso e que guardam na memória suas interpretações emocionantes e cheias de sentimento. A cantora será lembrada como um ícone da música romântica, cuja voz embalou gerações com suas canções apaixonadas.

