Política

Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal por abandono de cargo

Portaria publicada nesta segunda-feira (21) formaliza desligamento do ex-deputado da função de escrivão após processo administrativo disciplinar

Clebson Amsterdan Atualizado em 21 de setembro de 2026
© Wilson Dias/Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e aponta abandono de cargo como motivo para o desligamento.

De acordo com a portaria, a penalidade foi aplicada por faltas injustificadas ao serviço durante período superior a 30 dias consecutivos. A situação foi analisada em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro da Polícia Federal como escrivão e estava licenciado das atividades na corporação enquanto exercia o mandato de deputado federal.

O mandato parlamentar foi cassado em 2025 após o acúmulo de ausências em sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. Eduardo havia viajado para os Estados Unidos em fevereiro daquele ano e, no mês seguinte, anunciou uma licença do mandato.

Com a perda do mandato, ele deveria retornar às atividades como escrivão da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, onde era lotado. Como permaneceu nos Estados Unidos, não retomou o trabalho na corporação.

As ausências levaram ao procedimento disciplinar que terminou com a aplicação da penalidade. Com a publicação da portaria no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, o desligamento de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal foi formalizado.