
Apesar da promessa de que o brasileiro voltaria a comer “picanha e tomar cerveja” com facilidade, a percepção da população vai na direção contrária. De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (30) pelo Instituto Paraná Pesquisas, metade dos brasileiros acredita que o preço da picanha subiu durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O levantamento indica que 33,2% dos entrevistados consideram que a carne está “muito mais cara” atualmente, enquanto 16,8% apontam um aumento “um pouco maior”. Já 21,7% afirmam que o preço não mudou em relação ao período do governo de Jair Bolsonaro (PL). Por outro lado, apenas 14,1% notaram uma leve queda no valor da picanha, e só 3,8% disseram vê-la “muito mais barata” nos supermercados e açougues.
A pesquisa, realizada entre os dias 18 e 22 de junho, ouviu 2.020 eleitores em 162 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com um grau de confiança de 95%.
Além do preço atual da carne, o estudo também questionou os participantes sobre as perspectivas futuras. Segundo o instituto, 67,1% dos entrevistados não acreditam que a maioria da população conseguirá comprar picanha e cerveja com facilidade até o fim do atual mandato presidencial. Apenas 26,3% demonstram otimismo em relação à promessa feita durante a campanha de 2022.
