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Economia

Mercado reage com otimismo à queda de popularidade de Lula e dólar despenca

dolar

A queda na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi recebida apenas com preocupação no cenário político, mas também com otimismo pelo mercado financeiro. Após a divulgação da pesquisa Datafolha nesta sexta-feira (14), que apontou um recuo de 11 pontos percentuais na popularidade do governo em dois meses, a Bolsa brasileira (B3) reagiu positivamente, e o dólar registrou forte queda de 1,26%, fechando a R$ 5,69.

Investidores celebram cenário político e externo favorável

Segundo analistas, diversos fatores impulsionaram o “bom humor do mercado” nesta sexta-feira. Emerson Vieira Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa Investimentos, destacou que, além da pesquisa Datafolha, outros elementos ajudaram a derrubar a cotação do dólar e a elevar o Ibovespa. Entre eles, o impacto reduzido das tarifas de importação impostas pelo ex-presidente americano Donald Trump e sinais de desaquecimento da economia dos Estados Unidos, como o menor avanço do varejo.

“A divulgação da pesquisa com a baixa na aprovação de Lula também contribuiu com a aceleração da queda do dólar no fim da tarde”, afirmou Vieira Junior.

A relação entre política e mercado financeiro

Historicamente, investidores reagem de forma sensível a mudanças na popularidade de governos, especialmente quando há percepção de instabilidade econômica ou política. No caso de Lula, parte do mercado vê seu governo com desconfiança devido a medidas econômicas consideradas intervencionistas, como o aumento de gastos públicos e a relação com o Banco Central.

A reação positiva da Bolsa e a queda do dólar sugerem que investidores enxergam um cenário de menor interferência estatal ou veem a perda de popularidade do presidente como um freio para políticas consideradas prejudiciais ao mercado. No entanto, especialistas alertam que a volatilidade pode continuar, especialmente diante de novos desdobramentos políticos e econômicos nos próximos meses.

Com a economia brasileira ainda enfrentando desafios como a inflação elevada e a alta dos preços dos alimentos, a relação entre governo e mercado segue tensa, e a recuperação da confiança dependerá dos próximos passos do Palácio do Planalto.

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