
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a economia brasileira continuará surpreendendo o mercado financeiro em 2025, assim como ocorreu em 2023 e 2024. Em entrevista à Rádio Clube do Pará nesta sexta-feira (14), Lula destacou que as previsões econômicas pessimistas não se concretizaram nos últimos anos e reforçou sua aposta no consumo popular como estratégia para impulsionar o crescimento do país.
O presidente projetou um crescimento de 3,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 e criticou as análises que, segundo ele, subestimam o desempenho econômico. “O pessoal do Copom e empresários usam muito a chamada macroeconomia, mas eu trabalho muito a microeconomia”, declarou. Para Lula, o indicador mais relevante é a quantidade de dinheiro circulando no país.
Crítica ao pessimismo do mercado
Durante a entrevista, Lula reclamou da postura dos analistas financeiros, que, segundo ele, nunca trazem boas notícias e sempre apostam em um cenário negativo. “Os especialistas na televisão nunca acreditam em nada. É sempre desgraça”, disse. O presidente defendeu que o aumento do consumo das classes mais baixas tem um efeito imediato na economia, gerando empregos e aquecendo a indústria.
Lula reforçou que trabalhadores de baixa renda não investem em dólar ou títulos do Tesouro, mas sim em alimentos e itens básicos, o que fortalece o comércio e a produção industrial. “Esse dinheiro volta imediatamente para o mercado. O mercado tem que contratar mais um emprego. A fábrica tem que contratar mais”, explicou.
Expectativas para 2025
O governo federal segue apostando em políticas de estímulo à economia, como aumento do salário mínimo, expansão do crédito e investimentos em infraestrutura. Lula garantiu que o Brasil continuará crescendo nos próximos anos e surpreendendo os analistas econômicos.
“Como sou um cara que veio de baixo, trabalhei muito tempo e acredito nessa circulação de recursos, vou dizer o seguinte: nós surpreendemos em 2023 e 2024, vamos surpreender em 2025 e vamos continuar crescendo”, afirmou o presidente.
Apesar do otimismo do governo, o cenário econômico ainda enfrenta desafios, como a taxa de juros, a inflação e o equilíbrio fiscal. Resta saber se as projeções de Lula se confirmarão e se a economia brasileira seguirá contrariando as previsões do mercado.
