
Durante participação no podcast “Mano a Mano”, divulgado nesta quinta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa das alterações propostas pelo Ministério da Fazenda nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida, que prevê elevação das alíquotas, visa compensar gastos e evitar cortes no orçamento federal.
Lula afirmou que a iniciativa liderada por Fernando Haddad, ministro da Fazenda, busca justiça tributária ao cobrar mais de setores que lucram alto, como bancos, fintechs e empresas de apostas online. “O IOF do Haddad não tem nada demais”, declarou o presidente, reforçando que o objetivo é fazer ajustes fiscais sem penalizar os mais vulneráveis.
Segundo Lula, a proposta de elevar o IOF é uma alternativa para não ultrapassar o limite do novo arcabouço fiscal, evitando cortes em áreas essenciais. “Só um pouquinho, para a gente poder fazer a compensação”, explicou, referindo-se à arrecadação adicional que a mudança deve gerar.
Apesar do discurso, a proposta encontra resistência no Congresso. Na última segunda-feira (16), a Câmara dos Deputados aprovou, com 346 votos favoráveis e 97 contrários, a tramitação em regime de urgência do Projeto de Decreto Legislativo (PDL 314/25), que visa suspender os efeitos do decreto presidencial sobre o IOF.
O presidente destacou ainda que o governo pretende tornar a carga tributária mais justa. “Queremos que as pessoas que ganham mais paguem mais. Que quem ganha menos, pague menos. E que as pessoas vulneráveis não paguem impostos”, concluiu.
A proposta segue em debate e deve enfrentar novos embates nas próximas sessões legislativas.
