
Nesta sexta-feira (23/08), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) autorizou a apreensão de bens de Renan Bolsonaro (PL-SC) para garantir o pagamento de uma dívida de R$ 360.241,11 junto ao Banco Santander. A decisão foi emitida pelo juiz João Batista Gonçalves da Silva, que considerou o arresto — medida judicial para apreender bens do devedor — justificável, dado que as tentativas de localização de Renan se mostraram infrutíferas.
O processo, iniciado pelo Santander em dezembro do ano passado, enfrentou dificuldades desde o começo, com a Justiça incapaz de entregar o mandado de citação a Renan Bolsonaro. De acordo com os documentos, os oficiais de Justiça tentaram entregar o Aviso de Recebimento na residência de Renan em três ocasiões, mas ele não foi encontrado em nenhuma delas.
A decisão judicial ocorre apenas uma semana após o registro da candidatura de Renan Bolsonaro a vereador em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Na declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Renan afirmou possuir R$ 42.069,79, compostos inteiramente por depósitos em contas bancárias.
Em abril deste ano, o ex-presidente Jair Bolsonaro declarou publicamente que pagaria a dívida de seu filho, conhecido como “04”, com o banco. No entanto, até o momento, não há registros de que esse pagamento tenha sido efetivado. A decisão de arresto dos bens de Renan Bolsonaro visa assegurar o cumprimento da dívida, diante da dificuldade de localizá-lo e da aparente ausência de patrimônio significativo declarado.
