
A Justiça de Pernambuco autorizou, nesta quarta-feira (30), a saída da farmacêutica Jussara Rodrigues da Silva Paes da Colônia Prisional Feminina de Abreu e Lima, onde cumpria pena superior a 19 anos de reclusão. Ela foi condenada pelo assassinato do marido, o médico Denirson Paes, cujo corpo foi encontrado esquartejado e parcialmente carbonizado dentro de uma cacimba na residência da família, no distrito de Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife.
O crime aconteceu em julho de 2018, quando a vítima tinha 54 anos. Jussara confessou o homicídio, enquanto o filho mais velho do casal, Danilo Paes, que também havia sido preso sob acusação de envolvimento, acabou sendo absolvido em julgamento. Durante o processo, a defesa alegou que a ré agiu em legítima defesa após sofrer violência doméstica. Investigações apontaram que uma suposta traição, descoberta um dia antes do assassinato, teria motivado a ação.
Com a nova decisão, assinada pela juíza Orleide Rosélia Nascimento Silva, Jussara Paes passará a cumprir o restante da pena em regime domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica. Ela também foi autorizada a frequentar aulas do curso de gastronomia em uma instituição de ensino superior localizada em Carpina, na Zona da Mata Norte do estado.
Além da vigilância eletrônica, Jussara terá de seguir uma série de medidas impostas pela Justiça. Entre elas, está a obrigação de receber visitas dos agentes responsáveis pelo monitoramento, atender suas chamadas e seguir as orientações repassadas. Também está proibida de manipular ou danificar o dispositivo de monitoração, além de não poder permitir que terceiros o façam.
Ela ainda deverá manter-se dentro do perímetro estipulado, não podendo se ausentar de casa sem justificativa médica, exceto para frequentar aulas previamente autorizadas, inclusive aos sábados. Fins de semana e feriados devem ser passados integralmente em domicílio, salvo exceções previstas para os compromissos acadêmicos.
