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Juíza de 34 anos morre após procedimento para fertilização e caso gera investigação policial

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A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, após um procedimento de fertilização in vitro em São Paulo, passou a ser investigada pela Polícia Civil. A magistrada sofreu complicações graves após uma coleta de óvulos realizada em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, Mariana passou pelo procedimento na manhã de segunda-feira, dia 4. Após receber alta médica, voltou para casa, mas começou a apresentar fortes dores, sensação intensa de frio e sinais de mal-estar poucas horas depois.

Com o agravamento do quadro, a mãe da juíza decidiu levá-la novamente à clínica. Durante o atendimento, Mariana relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas os médicos identificaram que ela sofria uma hemorragia vaginal.

A equipe médica realizou os primeiros procedimentos para tentar conter o sangramento, incluindo uma sutura de emergência. Mesmo assim, o estado de saúde continuou piorando rapidamente.

Diante da gravidade da situação, a magistrada foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva da maternidade Mogi Mater. Na noite do dia seguinte, ela precisou passar por uma cirurgia.

Apesar das tentativas médicas para estabilizar o quadro clínico, Mariana sofreu duas paradas cardiorrespiratórias na madrugada de quarta-feira. A morte foi confirmada às 6h03.

Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana Francisco Ferreira havia assumido recentemente a carreira na magistratura gaúcha. Ela tomou posse como juíza no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023 e atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Em nota oficial, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte precoce da magistrada e destacou sua trajetória profissional. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul também manifestou pesar e solidariedade aos familiares, amigos e colegas.

A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e morte acidental. Os investigadores devem analisar se as complicações ocorreram por riscos inerentes ao procedimento médico ou se houve eventual falha durante o atendimento prestado à paciente.

A coleta de óvulos faz parte do processo de fertilização in vitro e costuma ser considerada um procedimento de baixa complexidade, embora, em casos raros, possa provocar complicações severas, como hemorragias e infecções.

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