
O candidato a prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), e seu vice, Léo Giestosa (Solidariedade), enfrentam uma ação judicial após divulgarem um vídeo que expõe a deterioração da quadra poliesportiva da Escola Municipal Monsenhor José Elias de Almeida, conhecida como CAIC, no bairro Riacho do Mel. No vídeo, gravado durante uma visita não programada à escola, Joaquim Neto critica o estado de abandono do local e afirma que, se eleito, pretende mudar essa realidade.
“Educação é tudo, o esporte para a criançada não tem coisa mais importante, principalmente numa área vulnerável como essa. Encontramos o CAIC com um muro parecendo um presídio, uma quadra destruída, que essa era a melhor quadra do município numa situação dessa aqui. Vamos voltar para que isso mude“, disse Joaquim Neto na gravação.
A publicação do vídeo, no entanto, levou os advogados do atual prefeito Joselito Gomes (AVANTE) a entrarem com um pedido liminar na justiça eleitoral. Eles alegam que os candidatos invadiram a escola para gravar o vídeo com fins eleitorais, o que configuraria uma tentativa de tirar proveito político da situação.
O juiz eleitoral, Dr. Luís Vital, analisou o pedido, mas decidiu indeferir a liminar, argumentando que não havia elementos suficientes para conceder a tutela de urgência. Antes mesmo de serem intimados a apresentar defesa, os advogados de Joaquim Neto se anteciparam e protocolaram suas explicações ao tribunal. Os representantes legais de Joselito Gomes têm agora dois dias para fornecer provas que justifiquem a necessidade da liminar, sob risco de que o pedido seja definitivamente rejeitado.
O caso segue em andamento, e a decisão final dependerá das provas e argumentos apresentados pelas partes envolvidas. Enquanto isso, o vídeo continua a repercutir nas redes sociais, evidenciando a polarização e os ânimos acirrados na disputa eleitoral em Gravatá.
