João Campos nega ligação com ex-servidor citado em denúncias e cobra investigação em Pernambuco

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) negou nesta sexta-feira (28) manter relação de amizade ou vínculo profissional com Amisadai Andrade da Silva, ex-servidor estadual citado em denúncias sobre um suposto esquema de ataques contra adversários políticos da governadora Raquel Lyra (PSD). As declarações foram dadas durante agenda de campanha no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife.
João afirmou que Amisadai nunca integrou sua equipe durante a gestão na Prefeitura do Recife e disse que não foi responsável por contratação ou nomeação dele. O socialista também negou ter solicitado à Caixa Econômica Federal qualquer procedimento relacionado ao ex-servidor.
A manifestação ocorreu após a campanha de Raquel Lyra divulgar, na quinta-feira (27), conteúdo que apontaria uma proximidade entre os dois. Entre os elementos apresentados está uma mensagem na qual João parabeniza Amisadai pelo nascimento da filha. A publicação também menciona repasses da administração municipal ao Portal de Prefeitura, veículo que era comandado pelo ex-servidor.
João Campos contestou a interpretação dada ao vídeo e afirmou que costuma gravar mensagens de felicitações a pedido de eleitores e outras pessoas. Segundo ele, esse tipo de gravação não representa relação pessoal. O candidato declarou ainda que nunca se reuniu com Amisadai e reiterou que o ex-servidor não participou de sua equipe.
Ao abordar as denúncias que deram origem à controvérsia, o candidato do PSB defendeu que as informações sejam investigadas pela polícia e pela Justiça. Segundo João, sua equipe jurídica já apresentou denúncias às autoridades por considerar que os relatos atribuídos ao ex-servidor envolvem possíveis práticas criminosas e eventual utilização de recursos públicos.
Entre os pontos mencionados pelo socialista estão a nomeação de Amisadai pelo Governo de Pernambuco, a cessão do servidor pela Caixa Econômica Federal e os valores recebidos em salários. João sustentou que essas circunstâncias, assim como as acusações sobre uma suposta atuação destinada a atingir adversários políticos, precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis.
O candidato também acusou a campanha adversária de tentar deslocar o foco das denúncias ao divulgar conteúdos relacionando seu nome ao ex-servidor. Para ele, a reação busca criar uma “cortina de fumaça”. João afirmou ainda que vem sendo alvo de ataques há cerca de um ano e meio e classificou como ilegal e criminosa a suposta estrutura denunciada.
Apesar da troca de acusações, João Campos disse que pretende concentrar a campanha eleitoral na apresentação de propostas e deixar a investigação do episódio sob responsabilidade dos órgãos competentes. O socialista afirmou estar confiante na disputa pelo Governo de Pernambuco e destacou que seu programa já foi apresentado.
Entre as propostas mencionadas pelo candidato estão a construção de quatro hospitais e a implantação de um amplo programa de infraestrutura hídrica no estado.
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