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Política

Jair Bolsonaro é denunciado como líder de plano golpista: PGR aponta organização criminosa com apoio militar

Foto: Valter Campanato

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi denunciado nesta terça-feira (18) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob a acusação de liderar um plano golpista para derrubar o Estado Democrático de Direito. A denúncia, enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), envolve 34 pessoas, incluindo militares e ex-ministros, e aponta a existência de uma organização criminosa armada “baseada em projeto autoritário de poder”.

Após três meses de análise das provas coletadas pela Polícia Federal (PF), Gonet concluiu que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento do plano como liderou as articulações. Se condenado, ele pode pegar mais de 28 anos de prisão.

Encontro decisivo e crimes investigados

Um dos principais pontos da denúncia é uma reunião de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas e o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, em 14 de dezembro de 2022. A PGR alega que o encontro foi uma preparação para o golpe, frustrado pela falta de adesão da cúpula do Exército.

Os crimes atribuídos a Bolsonaro e aos demais acusados incluem:

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (golpe de Estado)
  • Organização criminosa armada
  • Dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

Influência militar e organização criminosa

A denúncia descreve a atuação de Bolsonaro como líder de um grupo “com forte influência de setores militares” e que tinha como objetivo interromper o funcionamento dos poderes e do Estado de Direito. O ex-presidente é apontado como chefe de uma organização criminosa estruturada e organizada para atacar as instituições democráticas.

Além de Bolsonaro, o ex-candidato a vice-presidente, General Braga Netto, é citado como um dos principais articuladores. Outros envolvidos incluem figuras importantes do governo anterior, como Augusto Heleno, Anderson Torres, e Mauro Cid.

Consequências e próximos passos

A denúncia foi encaminhada à Primeira Turma do STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Caberá aos ministros decidirem se há provas suficientes para abrir uma ação penal. Essa é a primeira denúncia formal contra Bolsonaro, que já é investigado em outros casos, incluindo fraude em cartão de vacinação e desvio de joias da Presidência.

A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente, mas o caso já gera grande repercussão política e jurídica, podendo impactar diretamente o futuro do ex-presidente e de seus aliados. A nação aguarda o desfecho dessa que é uma das acusações mais graves contra um ex-chefe de Estado na história do Brasil.

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