Pular para o conteúdo
Pernambuco Notícias

27°CRecife · previsão
Pernambuco Notícias
Internacional

Itália é tomada por protestos massivos: mais de 100 mil vão às ruas contra genocídio na Palestina

Reprodução RAINEWS.IT

Uma onda de mobilizações sem precedentes tomou conta da Itália nesta segunda-feira (22), com mais de 100 mil pessoas indo às ruas em mais de 70 cidades para exigir cessar-fogo na Palestina e denunciar o que chamam de “genocídio em curso”. Embora em sua maioria pacíficos, os protestos registraram episódios de tensão e confronto com a polícia em algumas localidades, como Milão, Bolonha e Catânia.

Em Roma, um dos maiores atos do país reuniu mais de 50 mil manifestantes. O cortejo, que saiu da Piazza dei Cinquecento, levou à autorização excepcional da polícia para um desvio pela Tangenziale Est, parcialmente bloqueada pelos manifestantes.

Em Veneza, mais de 20 mil pessoas participaram do protesto, que terminou diante do pedágio do Porto comercial de Marghera. “As mercadorias não vão sair. Chegou a hora de dizer basta ao genocídio. Aqui começa oficialmente o bloqueio”, afirmaram os organizadores.

Na cidade de Pisa, cerca de 5 mil pessoas aderiram à greve geral e formaram um cortejo que atravessou o centro até o Aeroporto Galileo Galilei, interrompendo por alguns minutos o tráfego na rodovia Firenze-Pisa-Livorno. No porto de Livorno, o acesso Valessini foi bloqueado. Já em Gênova, mais de 4 mil manifestantes ocuparam as áreas de entrada dos portos de San Benigno e Albertazzi.

Em Ravenna, houve uma ocupação simbólica da ponte móvel sobre o canal Candiano. Em Palermo, milhares se reuniram no centro da cidade, incluindo jovens, crianças com suas famílias, ativistas, associações e membros da comunidade palestina. Em Catânia, houve confrontos durante o protesto.

Durante a madrugada em Bolzano, a entrada da prefeitura foi vandalizada com tinta vermelha e a frase “22 vermes”, em referência aos vereadores que se abstiveram de votar uma moção contra o premiê israelense Benjamin Netanyahu. Já em Turim e Nápoles, manifestantes incendiaram cartazes com imagens da primeira-ministra Giorgia Meloni e de Netanyahu.

Os atos, organizados por sindicatos, movimentos sociais e associações, devem continuar nos próximos dias, com objetivo de manter a pressão sobre o governo italiano e ampliar o apelo por uma solução internacional ao conflito.

Leia também