
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira (28) que o fim da escala de trabalho de seis dias por um de descanso (6×1) é uma das principais prioridades do governo federal para este ano. Segundo ela, o Palácio do Planalto trabalha para que a mudança seja aprovada ainda no primeiro semestre.
De acordo com a ministra, o governo avalia enviar ao Congresso Nacional um projeto que unifique as propostas já em tramitação sobre o tema, com o objetivo de acelerar o debate e facilitar a votação. A avaliação interna é de que há ambiente político favorável para o avanço da matéria.
Gleisi argumentou que, após medidas como a valorização real do salário mínimo, a ampliação do emprego formal e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, chegou o momento de avançar sobre a qualidade de vida da população. Para ela, a atual escala compromete o descanso e a vida pessoal dos trabalhadores.
A ministra destacou que a rotina com apenas um dia livre por semana impacta diretamente a organização da vida doméstica e familiar, atingindo de forma mais intensa as mulheres. Segundo ela, o Luiz Inácio Lula da Silva está pessoalmente engajado na mudança do modelo de jornada.
Ainda conforme Gleisi, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, tem demonstrado disposição para colocar o tema em discussão. Ela afirmou que cabe ao governo atuar politicamente para garantir que o projeto avance.
A ministra também ressaltou que a proposta conta com respaldo da opinião pública e pode repetir o caminho de outras pautas recentes aprovadas com amplo apoio parlamentar. Na avaliação dela, quando há pressão social e clareza sobre os benefícios da medida, o Congresso tende a reagir de forma positiva.
Gleisi lembrou ainda que setores produtivos, como a indústria, já adotam escalas diferenciadas de trabalho, o que reforça, segundo ela, a viabilidade da mudança. O governo agora aposta na articulação política para transformar a proposta em lei e alterar a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.
