
Apesar dos apelos do prefeito Lula Cabral, a governadora Raquel Lyra não pretende solicitar o envio da Força Nacional para o Cabo de Santo Agostinho. O pedido foi apresentado durante uma reunião entre os dois gestores, mas a governadora argumentou que as polícias de Pernambuco estão aptas a lidar com a criminalidade de forma eficiente.
Raquel destacou que os dados de segurança pública mostram avanços, com uma redução de 12% nos homicídios registrados este ano no município. Para ela, o enfrentamento da violência exige medidas estruturadas e persistência. “Não há solução simples para problema complexo”, pontuou a governadora, reafirmando que a solicitação da Força Nacional não será encaminhada ao governo federal.
Durante o encontro, o prefeito apresentou estatísticas locais que, segundo ele, retratam uma situação crítica na segurança pública. No entanto, a chefe do Executivo estadual respondeu com confiança na estratégia adotada pelo Governo de Pernambuco. Ela reiterou que qualquer questionamento sobre o momento ou motivação política do pedido deve ser direcionado ao próprio prefeito.
A governadora reforçou que o Estado está investindo em segurança pública por meio da convocação de 7 mil novos policiais militares, dos quais 2.400 já começaram o processo de formação para atuação nas ruas. Entre outras medidas, ela citou a reestruturação das carreiras, concursos públicos, uso de inteligência artificial e ampliação de vagas no sistema prisional como pilares do novo modelo de combate à criminalidade.
As declarações foram feitas durante o lançamento de um novo programa estadual de apoio a comunidades terapêuticas. A iniciativa prevê auxílio financeiro de R$ 1.500 mensais para custear o tratamento de até 200 pessoas envolvidas com drogas, fortalecendo a rede de recuperação no estado.
