
A tentativa de instaurar um processo de impeachment contra a prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), foi barrada pela Câmara Municipal nesta quinta-feira (26). Em uma sessão que reuniu 15 dos 17 vereadores da cidade, o pedido foi rejeitado por ampla maioria: 13 votos contra e apenas dois favoráveis.
Foi a primeira vez na história do Legislativo olindense que os parlamentares analisaram a admissibilidade de um processo de afastamento contra um chefe do Executivo local. A iniciativa partiu do advogado e ex-candidato a prefeito Antônio Campos (PRTB), que disputou a eleição de 2024 contra Mirella, e já havia concorrido em 2016, chegando ao segundo turno.
Campos alegou que a gestão municipal não atendeu a solicitações da Câmara sobre a prestação de contas dos gastos com o carnaval deste ano, o que, segundo ele, viola a Lei de Acesso à Informação. Os dados, de acordo com a denúncia, deveriam ter sido entregues em até 30 dias após o evento.
A votação aconteceu ao meio-dia, em sessão realizada num anexo da Casa Legislativa, e se estendeu por mais de duas horas. Para que o pedido fosse aprovado, seriam necessários nove votos. Apenas Eugênia Lima (PT), líder da oposição, e Sarmento (PL) se posicionaram favoravelmente à abertura do processo. Os vereadores Labanca (PV) e Denise Almeida (PSD) não compareceram.
Mirella Almeida, eleita em outubro de 2024, é a prefeita mais jovem da história de Olinda e exerce seu primeiro mandato, tendo assumido o cargo há menos de seis meses. Ela sucedeu o ex-prefeito Professor Lupércio (PSD), de quem é aliada política.
