
A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) formalizaram pedido de apoio aos nove governadores do Nordeste como uma das medidas defendidas pelas entidades para a solução do problema das filas e aglomerações em agências da Caixa.
Além do envolvimento de outras instâncias no processo de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 à população, a Fenae e a Contraf continuam insistindo com o governo para a realização de uma ampla e eficiente campanha de informação à sociedade, explicando, por exemplo, que muitos serviços podem ser feitos ou agendados por telefone, sem a necessidade de deslocamento até as agências.
Nesta semana, gigantescas filas continuaram se formando na porta de unidades da Caixa, em diversos locais do país. Diante da omissão e da resistência do governo em descentralizar o pagamento do auxílio — concentrando na Caixa Econômica o atendimento a mais de 50 milhões de beneficiários (quantidade que pode chegar a 100 milhões de pessoas, quase metade da população brasileira) — as entidades sindicais enviaram ofício ao governador da Bahia, Rui Costa, presidente do Consórcio do Nordeste. No documento, a Fenae e a Contraf solicitam ajuda governamental para a organização das filas e redução dos riscos de contaminação das pessoas e também dos cerca de 50 mil bancários da Caixa à frente do atendimento à sociedade.
