Falso técnico de TV é preso após aplicar série de golpes em moradores do Grande Recife

Um homem de 40 anos foi preso suspeito de aplicar diversos golpes se passando por técnico de televisão em cidades da Região Metropolitana do Recife. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava anúncios em marketplaces do Facebook para atrair clientes interessados em conserto e manutenção de aparelhos eletrônicos.
De acordo com as investigações, o suspeito oferecia atendimento domiciliar como diferencial para convencer as vítimas. Após chegar às residências, ele desmontava os televisores, retirava peças e alegava que os componentes precisavam de reparo externo.
Nesse momento, cobrava antecipadamente cerca de 50% do valor total do serviço, com quantias que variavam entre R$ 300 e R$ 800. Depois disso, desaparecia e nunca mais retornava para concluir o trabalho.
O caso foi detalhado pela Polícia Civil durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (11). Segundo o delegado Mário Melo, o homem foi preso na última quinta-feira (7), mas já vinha aplicando os golpes desde 2023.
As investigações apontam que o suspeito atuava em várias cidades da Região Metropolitana, incluindo Recife, Olinda, Camaragibe e Paulista.
Ainda segundo a polícia, o homem entregava às vítimas protocolos e documentos de uma empresa localizada em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, para transmitir credibilidade ao falso atendimento.
Apesar da empresa realmente existir, o investigado não possuía qualquer vínculo com ela. Por esse motivo, além de estelionato, ele também foi indiciado por falsidade ideológica.
A Polícia Civil informou que o suspeito possui um histórico criminal extenso. Ele já havia sido condenado anteriormente pelo crime de estelionato, chegou a cumprir pena e foi solto em 2022. Pouco tempo depois, voltou a praticar os golpes.
Segundo os investigadores, existem cerca de 30 boletins de ocorrência registrados contra o homem, além de aproximadamente dez processos criminais relacionados ao mesmo tipo de crime.
Durante depoimento, o suspeito afirmou não saber quantas pessoas foram vítimas do esquema, o que leva a polícia a acreditar que o número real de lesados pode ser ainda maior.
As investigações continuam para identificar possíveis receptadores das peças retiradas das televisões e outras pessoas que possam ter participado do esquema criminoso.
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