Explosão de celular deixa menino de 6 anos com queimaduras graves dentro de casa no Recife

Um acidente envolvendo a explosão de um celular deixou um menino de apenas 6 anos gravemente ferido na manhã desta terça-feira (21), no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. O caso aconteceu dentro da própria residência da família e provocou queimaduras em diversas partes do corpo da criança.
De acordo com as primeiras informações, o aparelho estava conectado a um carregador que já apresentava falhas. A mãe havia percebido o problema e chegou a alertar o filho para não utilizar o dispositivo. Mesmo assim, em um momento em que não foi observado, o menino voltou a manusear o celular ligado à tomada dentro do quarto.
A explosão ocorreu de forma repentina e foi seguida por um princípio de incêndio, que atingiu o colchão onde a criança estava. O susto mobilizou a família imediatamente.
Diante da situação, a mãe agiu rapidamente e iniciou os primeiros socorros, utilizando água fria para amenizar a dor e tentar reduzir os danos das queimaduras. As lesões atingiram mãos, braços, peito e região da axila.
Avaliações médicas iniciais apontam que o menino teve queimaduras de segundo e terceiro graus em cerca de 15% do corpo — um quadro considerado grave e que exige cuidados intensivos.
A criança foi levada inicialmente para a UPA da Caxangá, onde recebeu atendimento emergencial na ala vermelha. Devido à complexidade dos ferimentos, precisou ser transferida para o Hospital da Restauração, no Derby. Até agora, não há previsão de alta.
Apesar da gravidade, o menino permaneceu consciente durante todo o atendimento médico, apresentando queixas principalmente de dor.
Perigo dentro de casa
O caso reforça um alerta importante sobre os riscos associados ao uso de carregadores de celular, especialmente quando apresentam defeitos ou não são originais.
Levantamentos recentes mostram que acidentes desse tipo não são isolados. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 10 ocorrências envolvendo carregadores de celulares, com sete mortes. Nos anos de 2023 e 2024, foram aproximadamente 30 casos, resultando em mais de 20 vítimas fatais.
Especialistas apontam que o uso de acessórios danificados, falsificados ou de baixa qualidade pode provocar curtos-circuitos, superaquecimento e até explosões, como no caso registrado no Recife.
O que pode acontecer agora
O estado de saúde do menino segue sendo monitorado por equipes médicas especializadas. Dependendo da evolução das queimaduras, ele pode precisar de tratamentos prolongados, incluindo procedimentos cirúrgicos e acompanhamento para recuperação da pele.
Enquanto isso, o episódio deve servir de alerta para outras famílias sobre os cuidados necessários com dispositivos eletrônicos dentro de casa — especialmente quando usados por crianças.



