
O Tribunal do Júri de Sergipe condenou, na última sexta-feira (6), os ex-policiais rodoviários federais Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Kléber Nascimento Freitas e William de Barros Noia pela morte de Genivaldo de Jesus Santos, ocorrida em maio de 2022. O caso ganhou repercussão nacional devido à brutalidade da abordagem que levou à morte da vítima.
O julgamento, iniciado em 26 de novembro no Fórum Estadual da Comarca de Estância (SE), analisou as ações dos ex-agentes, que foram acusados de tortura e homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras atribuídas foram: emprego de meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Genivaldo de Jesus Santos foi abordado pelos ex-policiais rodoviários em uma rodovia no município de Umbaúba (SE). Durante a abordagem, imagens mostraram que ele foi colocado no porta-malas de uma viatura, onde os agentes utilizaram gás lacrimogêneo, levando à sua morte por asfixia. A vítima, que sofria de transtornos mentais, não oferecia resistência no momento da ação.
Os ex-policiais foram condenados a penas que refletem a gravidade dos atos cometidos. A decisão do júri popular é considerada um marco no combate à violência policial e à impunidade, sendo vista como uma resposta às demandas por justiça e respeito aos direitos humanos.
Impacto social
O caso de Genivaldo gerou ampla comoção e protestos em todo o Brasil, colocando em pauta a necessidade de mudanças nas abordagens policiais e maior rigor na responsabilização de agentes de segurança que atuam fora dos limites da lei. A condenação é vista como um passo importante para garantir que casos semelhantes não fiquem impunes.
