
Durante a inauguração de uma barragem em Cupira, no Agreste de Pernambuco, nesta quinta-feira (4), a governadora Raquel Lyra (PSD) rebateu as vaias que recebeu ao discursar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em fala firme, ela atribuiu as manifestações a uma questão de gênero: “Se eu fosse homem, eu não estava sendo vaiada. Isso não me para. Isso me dá mais forças pra fazer mais”.
A cerimônia contou com a presença de lideranças políticas, incluindo o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que foi aplaudido por grande parte do público. Cotado como possível candidato ao governo em 2026, João dividiu o palanque com Raquel e outras autoridades.
Em seu discurso, a governadora ressaltou que o momento é de compromisso com a população, e não de disputas eleitorais. “Não estamos aqui tratando das próximas eleições. Estamos cuidando das próximas gerações. Eu fui eleita para governar, não para estar em palanque”, afirmou.
Raquel também destacou seu papel como a primeira mulher a governar o estado e reforçou a importância da união. “Agora é tempo de governar e cuidar. Eu não quero saber de vermelho, branco, roxo ou amarelo. Quero saber de uma bandeira só”, disse, levantando a bandeira de Pernambuco ao final de sua fala.
