
Nesta segunda-feira (2/9), o empresário Elon Musk, proprietário do X (antigo Twitter), fez uma ameaça ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um tuíte na rede social. Em resposta ao bloqueio do X determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Musk sugeriu que apreenderia ativos do governo brasileiro, caso propriedades de suas empresas, como o X e a SpaceX, fossem confiscadas.
No tuíte, Musk escreveu: “A não ser que o governo brasileiro devolva propriedades ilegais apreendidas do X e do SpaceX, nós vamos buscar reciprocidade na apreensão de ativos do governo também. Espero que Lula goste de voos comerciais.” A declaração veio como comentário a uma publicação sobre a apreensão de um avião pertencente ao ditador venezuelano Nicolás Maduro.
O comentário de Musk foi interpretado por autoridades brasileiras como uma tentativa de misturar a decisão judicial do STF com o governo federal, que legalmente não tem relação com a decisão da Suprema Corte. O print do tuíte já circula no Palácio do Planalto, no Itamaraty e entre ministros do STF, gerando preocupações sobre as possíveis repercussões diplomáticas e legais da declaração do empresário.
A ameaça, vista como uma “lacração” por alguns, reflete a postura agressiva de Musk em suas interações nas redes sociais, especialmente em questões envolvendo suas empresas. No entanto, especialistas apontam que a possibilidade de Musk efetivamente conseguir apreender ativos do governo brasileiro em resposta a uma decisão judicial nacional parece remota e complexa do ponto de vista legal.
