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Desmatamento no Brasil cai 20,6% em 2025, mas Cerrado segue liderando devastação

imagem ilustrativa

O Brasil registrou uma queda de 20,6% no desmatamento em 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo relatório anual do MapBiomas.

Pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa destruída no país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares em um único ano.

De acordo com o levantamento, foram desmatados 984.794 hectares em todo o território nacional ao longo de 2025.

Apesar da redução, o número ainda preocupa especialistas. Segundo o estudo, a média diária de devastação chegou a 2.698 hectares por dia o equivalente a cerca de 112 hectares por hora.

O relatório faz uma comparação simbólica: seria como perder diariamente 17 parques do Ibirapuera em vegetação nativa.

Cerrado segue como bioma mais afetado
O Cerrado continuou sendo o bioma mais devastado do país, concentrando sozinho mais da metade de toda a área desmatada em 2025.

Segundo o MapBiomas, foram mais de 540 mil hectares destruídos no bioma, mesmo com redução de 16,9% em comparação ao ano anterior.

Já a Amazônia registrou queda de 23,5% no desmatamento, somando cerca de 289 mil hectares devastados.

O Pantanal apresentou a maior redução proporcional entre todos os biomas, com queda de 48,4%.

Agropecuária responde por quase todo desmatamento
O levantamento aponta que a expansão agropecuária continua sendo a principal responsável pela perda de vegetação nativa no Brasil.

Segundo o relatório, esse setor esteve ligado a 99% das áreas desmatadas em 2025.

A pesquisa também mostrou crescimento dos desmatamentos associados à expansão urbana, especialmente no Cerrado e na Amazônia.

Região do Matopiba concentra maiores perdas
A região conhecida como Matopiba formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso concentrou mais de 63% de todo o desmatamento registrado no país.

O município de Canto do Buriti liderou o ranking nacional de áreas devastadas em 2025, com mais de 20 mil hectares destruídos.

Terras indígenas e áreas protegidas também sofreram impactos
Mesmo consideradas áreas mais preservadas, Unidades de Conservação e Terras Indígenas também registraram perda de vegetação.

Segundo o estudo, mais de 46 mil hectares foram desmatados dentro de unidades de conservação ao longo do ano.

Já nas Terras Indígenas, a devastação ultrapassou 12 mil hectares, embora tenha apresentado redução em relação a 2024.

O relatório alerta que, apesar da queda registrada este ano, o Brasil já perdeu mais de 10,9 milhões de hectares de vegetação nativa desde 2019 área superior ao território do estado de Pernambuco.

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