
O deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) encaminhou um requerimento à ministra da Saúde, Nísia Trindade, solicitando detalhes sobre os aparelhos de cobaltoterapia em uso no Sistema Único de Saúde (SUS) e propondo a substituição dessa tecnologia por aceleradores lineares, uma alternativa mais moderna e precisa no tratamento de pacientes oncológicos.
A cobaltoterapia, amplamente utilizada no SUS, é uma tecnologia mais antiga e com menor precisão em comparação ao acelerador linear, que oferece vantagens ao permitir o direcionamento exato da radiação no tumor, minimizando os danos aos tecidos saudáveis circundantes. Segundo especialistas, a modernização do sistema pode não apenas melhorar a qualidade do tratamento, mas também gerar economia para o sistema público de saúde, uma vez que o acelerador linear diminui o número de sessões de radioterapia necessárias para o tratamento.
Em sua justificativa, Eduardo da Fonte enfatizou a necessidade de garantir que os pacientes do SUS tenham acesso às melhores tecnologias disponíveis: “Nosso objetivo é garantir que os pacientes do SUS tenham acesso ao que há de melhor no tratamento oncológico. O acelerador linear traz mais eficiência e economia, além de oferecer mais precisão e segurança aos pacientes”, afirmou o deputado.
O requerimento também inclui um pedido de informações detalhadas sobre o número de aparelhos de cobaltoterapia em funcionamento, sua distribuição geográfica, quantos pacientes foram atendidos desde 2023 e quantos ainda aguardam pelo início do tratamento. A iniciativa visa mapear o cenário atual e facilitar a implementação de melhorias na infraestrutura do tratamento de câncer no Brasil.
