
Pernambuco viveu em 2024 uma alta significativa de casos de dengue e o surgimento da Febre do Oropouche. Para combater as arboviroses, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) apresentou o Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2025/2026, com estratégias integradas e medidas para prevenir possíveis epidemias.
A crescente notificação de casos de dengue em 2024 no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil repercutiu em Pernambuco, que registrou alta nos casos prováveis da doença entre março e julho. Após descartes e investigações, o cenário se estabilizou. O Estado, que enfrenta surtos desde 1987, agora intensifica medidas para controlar essas doenças e outras arboviroses emergentes.
Entre os desafios de 2024, o surgimento da Febre do Oropouche, com casos registrados em 31 municípios de Pernambuco, trouxe preocupações inéditas. Considerada endêmica na Região Amazônica, a arbovirose, transmitida pelo mosquito maruim, apresentou transmissão vertical e perda gestacional, exigindo um capítulo específico no Plano de Enfrentamento para orientar a vigilância e monitoramento.
Além da dengue e da Febre do Oropouche, o Plano aborda o risco de urbanização da febre amarela e a emergência da febre do Nilo Ocidental, que, embora ainda sem registros locais, mantém as autoridades em alerta.
Segundo Eduardo Bezerra, diretor de Vigilância Ambiental, o Plano é uma ferramenta essencial para organizar respostas às arboviroses. Ele prevê ações para todas as fases de atendimento, da atenção primária à terciária, além de estratégias de educação e comunicação em saúde.
Eixos estratégicos do Plano:
- Vigilâncias Epidemiológica, Entomológica e Laboratorial: Monitoramento detalhado de casos e vetores.
- Linhas de Cuidado: Organização das redes de atenção à saúde.
- Educação e Comunicação em Saúde: Engajamento da população e promoção de boas práticas.
O Plano define três níveis de resposta:
- Inicial (Nível 1): Para aumentos graduais de casos com positividade entre 20% e 40%.
- Alerta (Nível 2): Quando a incidência ultrapassa limites críticos ou há epidemias simultâneas.
- Emergência (Nível 3): Em cenários de alta mortalidade e letalidade.
Com essas medidas, Pernambuco busca enfrentar as arboviroses de forma eficiente, priorizando a saúde pública e a prevenção de epidemias.
