
Uma criança de 10 anos morreu após sofrer um choque elétrico na praça Doutor Arnaldo Assunção, no bairro do Engenho do Meio, Zona Oeste do Recife. O acidente aconteceu na noite da última quarta-feira (2), e a morte foi confirmada na manhã desta quinta-feira (3). Segundo informações de testemunhas publicadas nas redes sociais, outras três crianças também teriam ficado feridas no incidente.
As crianças estavam brincando na Academia da Cidade, localizada na praça, quando a vítima encostou em um armário de eletricidade instalado no local e recebeu a descarga elétrica. O Samu foi acionado e, de acordo com nota divulgada pelo serviço, a criança foi levada por populares para a UPA dos Torrões, mas não resistiu e teve o óbito confirmado.
Após o incidente, a área foi completamente isolada. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que uma equipe da Neoenergia Pernambuco chegou ao local para realizar testes de eletricidade no armário da academia, a fim de garantir a segurança e prevenir novos acidentes.
Investigações
A Polícia Civil informou que registrou o caso como “morte a esclarecer”. Em nota, a corporação destacou que a criança foi socorrida a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos após receber o choque elétrico. As investigações seguem em curso para determinar as causas e as responsabilidades do acidente.
Responsabilidade e Reações
Em nota, a Neoenergia Pernambuco informou que, apesar de a estrutura elétrica ser de responsabilidade da gestão municipal, sua equipe realizou o desligamento da energia no local para evitar novos acidentes. A empresa reforçou que o circuito elétrico da academia é de responsabilidade da Prefeitura do Recife.
A Secretaria de Esportes do Recife lamentou o ocorrido e informou que entrou em contato com os familiares do garoto Tomás, de 10 anos, para oferecer apoio psicológico e social. Além disso, a Prefeitura notificou a empresa responsável pela gestão da Academia da Cidade no Engenho do Meio e abriu um processo administrativo para apurar as circunstâncias da tragédia.
O caso levanta questões sobre a segurança em espaços públicos e a manutenção das estruturas elétricas nas academias municipais.
