
O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) realizou nesta sexta-feira (6) uma fiscalização no Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, revelando uma série de irregularidades graves na unidade. Durante a inspeção, conduzida pelo Departamento de Fiscalização do Coren-PE, foram identificados problemas como superlotação, pacientes nos corredores e sem identificação adequada, refletindo a precariedade do atendimento em uma das maiores emergências do interior do estado.
A ação contou com a presença de representantes da diretoria do Coren-PE, do plenário e do departamento jurídico, que concentraram seus esforços na emergência da unidade. De acordo com os fiscais, foi constatada a presença de pacientes em macas nos corredores, muitos aguardando leitos há dias. Entre os casos mais críticos, estava o de Dona Maria Soares, de 75 anos, que fraturou o fêmur e, desde sua entrada no hospital, na última quarta-feira (4), permanece no corredor aguardando atendimento adequado.
“Desde que cheguei, me colocaram aqui no corredor, pois disseram que não havia leito. É um absurdo, mas infelizmente não temos o que fazer”, relatou a idosa, evidenciando a situação de desamparo enfrentada por muitos pacientes.
Situação alarmante e medidas a serem tomadas
A superlotação e a falta de estrutura adequada, destacadas pela fiscalização, apontam para um problema crônico na saúde pública do interior de Pernambuco. O Coren-PE informou que as irregularidades serão formalmente comunicadas às autoridades competentes, exigindo providências urgentes para garantir a dignidade e a segurança dos pacientes.
A entidade reforça a importância de adequar o número de leitos, além de melhorias no atendimento e nas condições de trabalho dos profissionais de enfermagem, que também são afetados pela sobrecarga de serviços e pela falta de insumos adequados.
O Hospital Regional do Agreste é uma referência para diversos municípios da região, o que agrava a situação de superlotação e sobrecarga no sistema. O Coren-PE espera que a fiscalização sirva como um alerta para que as condições da unidade sejam revistas com urgência.
