Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco prendeu uma das principais lideranças da facção conhecida como “Tropa do Diamante” ou “BDN”, apontada como responsável pelo controle armado de comunidades na Zona Norte do Recife.

A captura ocorreu em um apartamento usado como base operacional do grupo criminoso, localizado em Igarassu. A ação contou com apoio da 5ª Delegacia de Homicídios do DHPP e foi conduzida com base na nova Lei Antifacção, legislação criada para ampliar o combate às organizações criminosas no país.

Segundo as investigações, o suspeito exercia o comando da facção por meio de celulares, coordenando ações ligadas ao tráfico de drogas, execuções de rivais e imposição de regras criminosas em comunidades como Bolo da Noiva, Campo da União, Josélia, Comunidade 57 e Subida do Mereré.
As autoridades afirmam que o grupo utilizava intimidação armada para impor “lei do silêncio” e restringir a circulação de moradores, prática enquadrada como domínio social estruturado pela nova legislação, cuja pena pode chegar a 40 anos de prisão.
Durante a operação, os agentes apreenderam balança de precisão, maconha e três aparelhos celulares que seriam usados na articulação das atividades criminosas. Vídeos divulgados nas redes sociais também fazem parte das provas reunidas pela polícia. Nas imagens, integrantes armados aparecem incendiando um veículo em via pública e exibindo armas enquanto fazem referências à facção.
Outro elemento investigado é o uso de drogas embaladas com símbolos ligados ao grupo, incluindo a marca “Diamond Cake” acompanhada do desenho de um diamante, estratégia usada para identificar o domínio territorial da organização.
A polícia também relaciona a facção a diversos crimes violentos, incluindo uma tentativa de triplo homicídio registrada em janeiro deste ano no bairro da Macaxeira. Entre as vítimas estava um adolescente de 16 anos baleado durante o ataque.
Após audiência de custódia realizada em Olinda, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. A decisão levou em consideração a gravidade das acusações, o risco à ordem pública e os elementos apresentados durante a investigação.
A operação reforça o avanço das forças de segurança no combate às facções criminosas que atuam na Região Metropolitana do Recife, especialmente após a criação do novo marco legal voltado ao enfrentamento do crime organizado.








