
A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta terça-feira (3), a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). O pedido, apresentado no fim de 2025, não obteve os votos necessários para avançar e acabou arquivado ainda na fase inicial.
Para que a denúncia fosse aceita, era preciso o apoio da maioria simples entre os 37 vereadores. O placar final, porém, ficou distante desse número: nove parlamentares votaram a favor da abertura do processo, 25 se posicionaram contra e houve uma abstenção. Dois vereadores não participaram da votação.
A sessão foi marcada por clima de tensão dentro e fora do plenário. Manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment se concentraram em frente ao Legislativo, enquanto a reunião precisou ser interrompida diversas vezes por protestos nas galerias e discussões acaloradas entre vereadores.
O requerimento foi apresentado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que, seguindo o rito definido pela Procuradoria da Casa, ficou impedido de votar. Para a sessão específica, assumiu temporariamente o suplente George Bastos, também do Novo.
O que esteve em análise nesta primeira sessão ordinária do ano foi apenas a admissibilidade do pedido, e não o conteúdo da acusação. Caso tivesse sido aprovado, o prefeito seria afastado do cargo e uma comissão processante seria formada para investigar o caso, relacionado à alteração no resultado de um concurso público para procurador municipal.
Com a rejeição, o processo foi encerrado sem análise do mérito, e João Campos permanece no comando da Prefeitura do Recife. O resultado reforça a base de apoio do prefeito na Câmara e indica que, ao menos neste momento, não há ambiente político para o avanço de um processo de impedimento.
