
A Câmara Municipal de Olinda rejeitou, nesta quinta-feira (5), seis pedidos de impeachment apresentados contra a prefeita Mirella Almeida. Quatro das solicitações haviam sido protocoladas um dia antes pelo ex-candidato à prefeitura Antônio Campos, que também anunciou a continuidade de iniciativas judiciais contra a atual gestão.
Com a decisão do plenário, os pedidos não tiveram prosseguimento, mantendo a prefeita no cargo e afastando, por ora, qualquer risco de abertura de processo político-administrativo no Legislativo municipal.
Mesmo após a rejeição, Antônio Campos informou que seguem em tramitação ações judiciais e representações junto ao Ministério Público de Pernambuco e ao Ministério Público Federal. Entre elas, estão ações populares relacionadas à decoração natalina, sob alegação de possíveis irregularidades; à coleta de lixo, apontada como irregular; e uma ação contra o ex-prefeito Lupércio, envolvendo suspeitas de uso da máquina pública para sustentar estrutura assistencialista ligada a projeto eleitoral. Sobre esse último caso, também foi ajuizada uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral.
Após a apresentação dos pedidos, a prefeita Mirella Almeida divulgou nota afirmando que recebeu as iniciativas com tranquilidade, mas criticou o uso do instrumento do impeachment com motivação política. Segundo a gestora, a medida estaria sendo utilizada para gerar instabilidade e tensionar o ambiente democrático no município.
Mirella reforçou que a administração atua dentro da legalidade, com transparência e respaldo técnico e jurídico, e destacou que ações anteriores movidas pelo mesmo autor já foram rejeitadas pelo Judiciário, sempre com decisões favoráveis à prefeita. Ela ressaltou ainda que nunca sofreu derrota judicial relacionada às acusações levantadas nessas iniciativas.
Ao final, a prefeita afirmou que seguirá concentrada na condução da gestão municipal, priorizando a entrega de resultados e o cuidado com a cidade de Olinda, sem se deixar desviar por disputas políticas que, segundo ela, não contribuem para o desenvolvimento do município nem para o fortalecimento da democracia.
