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Brasil reduz em quase 90% o número de crianças sem a primeira dose da vacina pentavalente

O Brasil registrou um avanço significativo na imunização infantil ao reduzir de forma consistente o número de crianças que ainda não haviam recebido a primeira dose da vacina pentavalente. Os dados, divulgados nesta terça-feira (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostram que o país […]

Clebson Amsterdan Atualizado em 17 de julho de 2026

O Brasil registrou um avanço significativo na imunização infantil ao reduzir de forma consistente o número de crianças que ainda não haviam recebido a primeira dose da vacina pentavalente. Os dados, divulgados nesta terça-feira (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostram que o país deixou de figurar entre as 20 nações com maior quantidade de crianças consideradas zero-dose.

As estimativas da OMS e do Unicef indicam que o número de crianças nessa condição caiu de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024, chegando a 50 mil em 2025. Na comparação com 2023, a redução se aproxima de 90%, enquanto, em relação ao ano anterior, o recuo é de aproximadamente 86%.

As crianças classificadas como zero-dose são aquelas que ainda não receberam a primeira aplicação da vacina com componente DTP. No Brasil, essa proteção é garantida pela vacina pentavalente, que previne doenças como difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções provocadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria associada a enfermidades graves, entre elas meningite e pneumonia.

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o país vem ampliando a cobertura vacinal de forma contínua nos últimos anos, ao mesmo tempo em que reduz o contingente de crianças sem acesso à primeira dose. As entidades também apontam que o aperfeiçoamento dos sistemas públicos de registro e divulgação das informações de imunização contribuiu para tornar os dados mais completos e precisos.

O resultado é atribuído ao fortalecimento das políticas de vacinação conduzidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as medidas adotadas estão a intensificação das campanhas de imunização, a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação nas escolas, o reforço da rede de salas de vacina, além da modernização dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

O monitoramento permanente das coberturas vacinais em todo o território nacional também integra o conjunto de estratégias implementadas para ampliar o acesso às vacinas e recuperar os índices de proteção da população infantil.