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Brasil cria Dia Nacional do Vinho e fortalece produção em polos como o Vale do São Francisco

Foto: Matthieu Joannon

O vinho brasileiro ganhou uma data oficial no calendário nacional. A Lei nº 15.460, de 2026, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, institui o Dia Nacional do Vinho, que será celebrado anualmente no primeiro domingo de junho. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8).

A criação da data busca valorizar a vitivinicultura no país, estimular o consumo responsável e dar mais visibilidade a uma cadeia produtiva que envolve agricultores, trabalhadores, vinícolas, comércio, turismo e serviços.

A proposta que deu origem à lei foi apresentada em 2004 pelo deputado federal Paulo Pimenta. Depois de mais de duas décadas de tramitação no Congresso Nacional, o texto foi aprovado em definitivo e enviado para sanção presidencial. No Senado, a matéria havia recebido aprovação em 2017.

Embora o Rio Grande do Sul siga como principal produtor de vinhos e espumantes do Brasil, a atividade avançou para outros estados, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

No Nordeste, o Vale do São Francisco se destaca como um dos polos mais importantes do setor. Localizada entre Pernambuco e Bahia, a região reúne condições climáticas e agricultura irrigada que permitem ciclos de produção ao longo de todo o ano, característica que diferencia o território de outras áreas produtoras.

A oficialização do Dia Nacional do Vinho também reforça o potencial do enoturismo. Em regiões produtoras, a visitação a vinícolas movimenta restaurantes, hotéis, comércio local e serviços, ampliando o impacto econômico da produção para além das garrafas.

O setor também tem ganhado projeção internacional. Em 2022, o Brasil registrou recorde nas exportações de vinhos e espumantes, com US$ 13,6 milhões em vendas ao exterior. Em 2024, rótulos brasileiros conquistaram 776 premiações em concursos realizados em 11 países, segundo dados citados pelo Senado.

Com a nova lei, o primeiro domingo de junho passa a ser dedicado ao reconhecimento dos produtores, trabalhadores e demais integrantes da cadeia vitivinícola. A medida também destaca a expansão da atividade para diferentes regiões do país, incluindo o Sertão nordestino.

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