
Com a nova alta de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciada nesta quarta-feira (18) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o Brasil passou a ocupar a segunda posição no ranking mundial de juros reais. Agora, a taxa básica de juros do país alcança 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.
De acordo com levantamento divulgado pelo MoneYou, considerando a inflação projetada para os próximos 12 meses, os juros reais brasileiros chegam a 9,53%. No topo da lista permanece a Turquia, com uma taxa real de 14,44%, seguida do Brasil. Em terceiro lugar aparece a Rússia, com 7,63%.
O aumento da Selic marca a sétima elevação consecutiva, consolidando um ciclo de alta adotado pelo Banco Central como estratégia para conter a inflação e garantir a estabilidade econômica. Em sua última reunião, realizada em maio, a autoridade monetária já havia promovido um reajuste de 0,50 ponto percentual, levando a taxa de 14,25% para 14,75%.
Com a decisão mais recente, o Brasil volta a registrar patamares históricos na política monetária. A última vez em que a Selic esteve próxima desse nível foi em julho de 2006, ainda durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando atingiu 15,25%.
Especialistas alertam que, apesar de a medida conter pressões inflacionárias, o impacto de juros tão elevados pode ser negativo para o consumo, o investimento produtivo e o crescimento da economia nacional.
