
Seguindo recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o Poder Executivo de Bonito e instituições que acolhem animais de rua, devem adotar uma série de medidas para conter a esporotricose no município. Isso porque chegou ao conhecimento da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Bonito que os gatos da cidade estão sendo acometidos pela doença classificada como uma zoonose, acometendo, também, os seres humanos.
Assinada pelo Promotor de Justiça Adriano Camargo Vieira, a recomendação levou em consideração, dentre outros pontos, a urgente necessidade de adoção de providências a fim de salvaguardar a saúde humana, bem como a saúde e bem-estar dos animais. O documento do MPPE orienta que no prazo de dez dias, a Vigilância Sanitária de Bonito faça o levantamento da quantidade de gatos soltos nas ruas da cidade, especialmente nos locais conhecidos pela maior concentração dos felinos, como o Pátio da Feira, o Clube Maguary, a Vila da Cohab nas proximidades da Igreja do Padre Sivonaldo e o cemitério público.
O resultado da pesquisa precisa ser informado à Associação Fênix Renascimento e à Associação dos Protetores dos Animais (APA), para que possam providenciar um espaço adequado de acolhimento dos animais que, posteriormente, forem diagnosticados com a esporotricose. Durante o período em que os felinos estiverem abrigados, a Prefeitura de Bonito dará o suporte às instituições, fornecendo ração e medicamentos.
Já a Secretaria de Saúde de Bonito precisa disponibilizar um profissional da Medicina Veterinária para proceder com o diagnóstico da esporotricose nos gatos soltos das ruas do município; providenciar a castração de todos os animais que apresentarem a doença; assim como tratá-los. A Prefeitura deve elaborar campanha de conscientização acerca do enfrentamento à esporotricose, que deverá ser divulgada nas rádios locais e em carro de som.
A recomendação, na íntegra, foi publicada no Diário Oficial eletrônico do MPPE do dia 22 de agosto de 2023.
