Belo Jardim: Prefeito manda recado direto e diz que Wesley Safadão não toca por R$ 1 milhão; novo teto de cachês agita Pernambuco

O debate sobre gastos públicos com shows ganhou novos contornos após um posicionamento firme do prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (União Brasil), que criticou o pagamento de valores milionários a artistas em eventos municipais. A declaração, direta e incisiva, reforça um movimento crescente entre gestores para reduzir despesas consideradas excessivas.
Durante sua fala, o prefeito deixou claro que não pretende comprometer recursos públicos em contratações de alto custo enquanto há demandas essenciais da população. Ele citou exemplos de artistas que recebem cachês elevados e afirmou que esse tipo de contratação não será realidade em sua gestão.
A declaração aconteceu durante um encontro de prefeitos, marcado pela posse de Pedro Freitas (PP) como novo presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O evento reuniu gestores de diversas cidades e teve como foco principal a discussão sobre os gastos com eventos e a necessidade de estabelecer critérios mais rígidos.
Como resultado das discussões, foi aprovado um teto de R$ 350 mil para cachês pagos por prefeituras em eventos públicos. A medida surge como uma tentativa de equilibrar as contas municipais diante da crescente valorização de artistas no mercado.
O valor definido não foi aleatório. Ele é fruto de um levantamento feito pela própria Amupe, que contou com ampla participação das cidades pernambucanas. A maioria dos gestores demonstrou preocupação com os altos custos e defendeu a criação de um limite para evitar desequilíbrios financeiros.
Entre as propostas analisadas, havia sugestões que variavam entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. O valor final foi estabelecido como um meio-termo, buscando atender à realidade de municípios com diferentes capacidades financeiras.
Além do consenso entre prefeitos, a iniciativa também tem respaldo de órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas de Pernambuco e o Ministério Público estadual. Essas instituições vêm acompanhando de perto os gastos com eventos e incentivam práticas mais responsáveis na aplicação de recursos públicos.
Apesar da definição do teto, a medida não será obrigatória. Segundo o presidente da Amupe, a proposta funciona como uma orientação, respeitando a autonomia de cada município. Ele destacou ainda que poderão existir exceções, dependendo das condições específicas de cada cidade.
A expectativa é que a decisão provoque mudanças significativas na forma como eventos públicos serão organizados nos próximos meses, impactando diretamente o mercado artístico e a gestão financeira das prefeituras.



