
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, decidiu exonerar nomes ligados ao PP após movimentações do partido em direção ao projeto político do prefeito João Campos para o Governo do Estado. A medida, anunciada nesta terça-feira (17), evidencia um racha político que pode impactar diretamente o cenário eleitoral.
Foram desligados dos cargos Bruno Rodrigues, que comandava o Ceasa, Plínio Pimentel, à frente do Lafepe, e Paulo Nery, responsável pelo Porto do Recife. Todos ocupavam funções estratégicas na administração estadual e tinham sido indicados pelo deputado federal Eduardo da Fonte, principal liderança do Progressistas no estado.

Com as saídas, os conselhos de administração dessas instituições passam a assumir interinamente a gestão até que novos dirigentes sejam nomeados. A troca imediata sinaliza uma resposta rápida do governo diante da possível mudança de alinhamento político do partido.
A crise ganhou força após o PP iniciar negociações para apoiar a pré-candidatura de João Campos ao governo estadual, movimento visto como um distanciamento da atual gestão. A reação do Palácio demonstra que a base aliada pode sofrer ajustes conforme as articulações para 2026 avancem.
Apesar das exonerações, nem todos os espaços ocupados pelo partido foram afetados. A Secretaria de Turismo segue sob comando de Kaio Maniçoba, que reafirmou apoio à governadora. No entanto, a permanência dele será temporária, já que está prevista sua saída até o fim do mês para retomar o mandato na Assembleia Legislativa.
Nos bastidores, a expectativa é de novos desdobramentos, com possível reconfiguração das forças políticas no estado. A movimentação também acende o alerta para futuras alianças e disputas que devem marcar o próximo ciclo eleitoral em Pernambuco.








