
Pela primeira vez em três anos, a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que representa o maior custo adicional na conta de luz, será aplicada a partir desta terça-feira (1º de outubro). A medida foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o mês de outubro e trará um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
De acordo com a economista Basiliki Litvac, da MCM Consultores, o aumento previsto nas contas de energia elétrica deve chegar a 4,4%, com impacto estimado de 0,18 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro. O acionamento da bandeira vermelha patamar 2 é motivado pela previsão de escassez de chuvas e clima seco, o que eleva os custos da operação do sistema elétrico devido ao uso de termelétricas.
Essa bandeira tarifária não era aplicada desde agosto de 2021, durante a crise hídrica no país. Nos últimos meses, as bandeiras variaram de acordo com o cenário climático: em julho, foi acionada a bandeira amarela; em agosto, a bandeira verde (sem cobrança adicional); e, em setembro, a bandeira vermelha patamar 1, com um custo extra de R$ 4,465 a cada 100 kWh consumidos.
Entenda as bandeiras tarifárias:
- Verde: Sem cobrança adicional
- Amarela: R$ 1,885 por 100 kWh consumidos
- Vermelha patamar 1: R$ 4,465 por 100 kWh consumidos
- Vermelha patamar 2: R$ 7,877 por 100 kWh consumidos
O sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia, sendo ativado em períodos de maior demanda e menor disponibilidade hídrica, como ocorre atualmente devido ao clima seco.
