
A Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou, nesta quarta-feira (3), uma resolução exigindo que o presidente Yoon Suk Yeol revogue imediatamente a declaração de lei marcial. A decisão foi tomada com todos os 190 parlamentares presentes votando a favor da medida.
Em um comunicado oficial, o gabinete do presidente da Assembleia declarou que a imposição de lei marcial “tornou-se inválida” após a votação.
A revogação é respaldada pela Constituição sul-coreana, que, no Artigo 77, Seção 5, determina que o presidente deve suspender a lei marcial caso o Parlamento solicite, mediante maioria dos votos.
Contexto e implicações
A declaração de lei marcial, considerada uma medida extrema para situações de grave crise, gerou ampla controvérsia desde sua implementação. A decisão da Assembleia Nacional de revogar a medida reflete uma forte oposição parlamentar ao controle militar, interpretado por críticos como uma ameaça à democracia no país.
Até o momento, o gabinete presidencial não respondeu oficialmente à resolução, mas especialistas políticos afirmam que a votação unânime coloca pressão direta sobre o governo para agir rapidamente.
A votação histórica marca um momento decisivo na política sul-coreana, destacando a força do Legislativo em manter o equilíbrio de poder no país.
