Saúde

Anvisa libera primeira “caneta emagrecedora” sintética do Brasil e concorrente do Ozempic agita mercado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o Ozivy, primeiro medicamento brasileiro à base de semaglutida sintética autorizado no país. Produzido pela farmacêutica EMS, o remédio surge como um concorrente direto do Ozempic, um dos tratamentos mais populares atualmente para diabetes tipo 2 e controle de peso. A decisão da Anvisa acontece em meio à […]

Clebson Amsterdan Atualizado em 27 de maio de 2026
Foto: Sweet Life/reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o Ozivy, primeiro medicamento brasileiro à base de semaglutida sintética autorizado no país. Produzido pela farmacêutica EMS, o remédio surge como um concorrente direto do Ozempic, um dos tratamentos mais populares atualmente para diabetes tipo 2 e controle de peso.

A decisão da Anvisa acontece em meio à crescente procura pelas chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos da classe GLP-1 que ganharam espaço no mercado nos últimos anos. O Ozivy utiliza o mesmo princípio ativo presente no produto da farmacêutica Novo Nordisk, mas desenvolvido a partir de uma versão sintética produzida no Brasil.

O pedido de registro havia sido apresentado em 2023 e passou por avaliações técnicas para comprovar eficácia, qualidade e segurança antes da autorização definitiva. Apesar das comparações inevitáveis com o Ozempic, a Anvisa esclareceu que o novo medicamento não pode ser tratado como genérico. Isso ocorre porque a legislação brasileira não prevê medicamentos genéricos para produtos biológicos, fazendo com que o Ozivy seja enquadrado oficialmente como “medicamento novo”.

A aprovação também representa um movimento importante para a indústria farmacêutica nacional, já que a patente relacionada ao medicamento de referência perdeu exclusividade recentemente, abrindo espaço para novos concorrentes no setor.

Mesmo autorizado pela agência reguladora, o Ozivy ainda não estará disponível imediatamente nas farmácias. Antes do início das vendas, o medicamento precisa passar pela definição do preço máximo permitido no mercado brasileiro, etapa que será conduzida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A expectativa do setor é que a chegada de novas opções com semaglutida possa aumentar a concorrência e impactar diretamente os preços praticados atualmente, principalmente diante da alta demanda registrada nos últimos anos por tratamentos voltados ao diabetes e à perda de peso.