Saúde

Surto de ebola no Congo ultrapassa 900 casos suspeitos e acende alerta internacional

O surto de ebola na República Democrática do Congo voltou a preocupar autoridades de saúde após o número de casos suspeitos ultrapassar 900 no leste do país. O alerta foi feito pela Organização Mundial da Saúde, que classificou o risco de disseminação nacional da doença como “muito alto”. Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom […]

Pernambuco Notícias Atualizado em 25 de maio de 2026
Pernambuco notícias/ IA

O surto de ebola na República Democrática do Congo voltou a preocupar autoridades de saúde após o número de casos suspeitos ultrapassar 900 no leste do país. O alerta foi feito pela Organização Mundial da Saúde, que classificou o risco de disseminação nacional da doença como “muito alto”.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já foram registrados mais de 900 casos suspeitos, sendo 101 confirmados laboratorialmente.

O Ministério da Saúde do Congo também informou que ao menos 204 mortes estão sendo investigadas em meio ao avanço da epidemia.

O epicentro do surto é a província de Ituri, região marcada por conflitos armados, deslocamentos forçados e crise humanitária.

De acordo com a OMS, a violência tem dificultado o trabalho de equipes médicas e humanitárias, prejudicando o rastreamento de contatos e a identificação precoce de novos casos.

Além disso, episódios de desinformação e desconfiança da população têm aumentado a tensão nas áreas afetadas. Na última semana, manifestantes chegaram a incendiar estruturas de atendimento após conflitos envolvendo protocolos de enterro seguro de vítimas suspeitas da doença.

A preocupação internacional aumentou após o vírus ultrapassar as fronteiras do Congo. Em Uganda, autoridades confirmaram novos casos da doença nos últimos dias.

Um cidadão americano infectado durante passagem pelo Congo também está internado em tratamento na Alemanha.

O atual surto foi oficialmente declarado em maio e é provocado pela rara variante Bundibugyo do vírus ebola, considerada ainda mais desafiadora por não possuir vacina nem tratamento específico disponível.

Segundo especialistas, a taxa de mortalidade da doença pode variar entre 30% e 50%.

A OMS segue monitorando o avanço do surto e reforçando medidas de contenção para evitar uma propagação internacional mais ampla.