Advogada presa por suspeita com iPhones denuncia agressão policial e é solta após audiência

Imagens mostram ação em loja no Recife; Justiça concede liberdade provisória e caso levanta questionamentos sobre abordagem

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Foto: Reprodução/redes sociais

A advogada Raquel Varela, detida após ser flagrada por câmeras colocando iPhones dentro da bolsa em uma loja de aparelhos seminovos no Recife, foi liberada pela Justiça após audiência de custódia. Durante o depoimento, ela afirmou ter sido vítima de violência policial no momento da abordagem.

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A decisão de conceder liberdade provisória foi tomada pelo juiz Carlos Fernando Carneiro Valença Filho no sábado (25), após análise das circunstâncias do caso e da ausência de antecedentes criminais da suspeita.

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O episódio teve início na terça-feira (21), quando imagens de segurança registraram a advogada pegando celulares em exposição e guardando-os na bolsa dentro do estabelecimento. Dias depois, o dono da loja localizou a mulher em um bar no bairro do Pina e acionou a polícia.

Ao ser abordada por policiais militares, Raquel foi conduzida à delegacia para averiguação. Segundo a versão da Polícia Militar, ela teria reagido à ação, desacatado os agentes e precisou ser contida. Um vídeo do momento mostra a advogada tentando evitar ser algemada enquanto se agarra a um dos policiais.

A Polícia Civil informou que a prisão em flagrante incluiu suspeitas de desacato, resistência, desobediência, lesão corporal e receptação. Ela foi levada para a Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana.

Na audiência de custódia, no entanto, a advogada apresentou outra versão. Ela relatou que foi cercada por vários policiais ao sair do bar e que sofreu golpes físicos durante a abordagem, incluindo pressão no pescoço, chutes e tapas. Disse ainda que temeu pela própria vida naquele momento.

Raquel também negou ter cometido furto. Segundo sua defesa, ela teria ido à loja apenas para avaliar os aparelhos e afirma possuir comprovantes de transferências bancárias que indicariam pagamento pelos iPhones.

Diante dos elementos apresentados e do posicionamento do Ministério Público, que se manifestou favorável à soltura, o juiz autorizou que a investigada responda ao processo em liberdade.

O caso segue sob investigação e deve avançar com a análise das imagens, dos supostos comprovantes de pagamento e das circunstâncias da abordagem policial.

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