
A partir de 1º de maio, os brasileiros vão sentir no bolso o aumento na conta de luz com a entrada da bandeira tarifária amarela. A medida, anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, impactando diretamente o orçamento das famílias.

A mudança ocorre em meio à redução das chuvas no país, o que compromete os níveis dos reservatórios das hidrelétricas. Com menos água disponível, o sistema elétrico passa a depender mais das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado — refletido no valor final da energia.

Diante desse cenário, a Neoenergia Pernambuco alerta para a necessidade de uso mais eficiente da eletricidade, destacando que pequenas mudanças no dia a dia podem reduzir significativamente o impacto financeiro.
Entre os principais vilões do consumo está o ar-condicionado. A recomendação é manter a temperatura entre 23°C e 25°C e utilizar funções automáticas para desligamento durante a madrugada. Equipamentos com tecnologia inverter são mais econômicos e evitam picos de energia. A limpeza frequente dos filtros também ajuda no desempenho.
O chuveiro elétrico, outro item que pesa na conta, pode consumir menos ao ser utilizado na posição “verão”. Reduzir o tempo de banho e desligar o aparelho durante o uso de sabonete são práticas que contribuem para a economia. Sempre que possível, sistemas de aquecimento solar são alternativas mais eficientes.
Na cozinha, a geladeira exige atenção. Evitar abrir a porta com frequência, não guardar alimentos quentes e manter a vedação em bom estado ajudam a diminuir o gasto energético. O posicionamento correto, com espaço para ventilação, também faz diferença.
Já na iluminação, a orientação é aproveitar ao máximo a luz natural e substituir lâmpadas tradicionais por modelos de LED, que podem economizar até 40% de energia e têm maior durabilidade.
Com a bandeira amarela em vigor, especialistas reforçam que o consumo consciente não apenas reduz a conta no fim do mês, mas também contribui para o equilíbrio do sistema elétrico nacional. A tendência é que o cenário siga dependendo das condições climáticas, o que pode trazer novos reajustes nos próximos meses.








