
Barulhos de cano de escape; carros com malas abertas e som ensurdecedores; vizinhos que ligam equipamentos de som até altas horas da noite. Assim tem sido os finais de semana em Gravatá, agreste pernambucano.
A cidade escolhida pela elite pernambucana para passar o final de semana tem se tornado o paraíso para a pertubação do sossego. Além de tudo isso, ainda de brinde tem os carros, motos e bicicletas de som com propagadas, que ao invés de divulgarem produtos acabam estremecendo panelas e vidros das janelas.
Nos finais de semana, dia típico do churrasco e da bebedeira (que na maioria das vezes termina em pancadaria e homicídio), não é mais utilizado para descansar entre família. Os telefones da central de operações da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia tocam quase que diariamente com denúncia de pertubação de sossego.
O que muitos não sabem, é que a pertubação de sossego é um crime. Perturbar o sossego alheio através de gritaria, algazarra, abuso de instrumentos musicais, sinais acústicos, dentre outras situações, é crime nos modelos do Artigo 42 do Decreto nº 3.688/41, passível de prisão simples de 15 dias a 3 meses, ou multa.
