Festival em Gravatá transforma luta antimanicomial em tarde de acolhimento, cultura e inclusão

O Parque da Cidade, em Gravatá, foi palco nesta segunda-feira (18) de uma programação especial voltada à conscientização sobre saúde mental e inclusão social. O Festival Nova Vida, realizado em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, reuniu usuários dos serviços de saúde, profissionais, familiares e população em uma tarde marcada por acolhimento, cultura e integração.
A iniciativa foi promovida pela Prefeitura de Gravatá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o CAPS Transtorno e o CAPS AD. O objetivo do evento foi fortalecer o debate sobre o cuidado humanizado às pessoas em sofrimento psíquico, além de reforçar a importância do tratamento baseado no respeito, na convivência social e na dignidade humana.
Durante o festival, o anfiteatro do Parque da Cidade recebeu apresentações musicais, coral, poesia, teatro, karaokê e atividades físicas coletivas. A programação também contou com serviços gratuitos de saúde, incluindo vacinação, aferição de pressão arterial, testes de glicemia e atendimento odontológico móvel.

Além das equipes ligadas à saúde mental, participaram das ações representantes da Secretaria da Mulher e integrantes do grupo Fibrovida Gravatá, ampliando a rede de apoio e cuidado social oferecida ao público presente.
Um dos momentos mais emocionantes do evento foi o relato da auxiliar administrativa educacional Marilene Andrade, usuária do CAPS desde 2018. Ela destacou a importância do acolhimento recebido e relembrou as dificuldades enfrentadas por pessoas com transtornos mentais em períodos marcados por internações forçadas e maus-tratos em manicômios.

Segundo Marilene, o acompanhamento oferecido pelo CAPS representa uma oportunidade de reconstrução, liberdade e fortalecimento emocional para quem enfrenta crises de ansiedade, síndrome do pânico e outros sofrimentos psíquicos.
O Dia Nacional da Luta Antimanicomial é celebrado em todo o país para defender políticas públicas de saúde mental baseadas no cuidado em liberdade e na inclusão social, substituindo antigos modelos de isolamento e exclusão que marcaram o tratamento psiquiátrico no passado.

Com o Festival Nova Vida, Gravatá reforçou a importância da empatia, do acolhimento e da valorização da saúde mental como parte essencial da qualidade de vida da população.
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