Zoofilia em série? Homem é acusado de abusar de égua, cavalo e até cachorro

Um caso grave de maus-tratos a animais chocou moradores do bairro de Socorro, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Um homem identificado como Rui foi detido após a circulação de um vídeo que mostraria o suspeito praticando abuso sexual contra uma égua.
A situação veio à tona na quarta-feira (15), quando o ativista da causa animal Douglas Brito formalizou a denúncia após analisar o material recebido. Segundo ele, houve uma checagem prévia para confirmar a autenticidade das imagens antes do registro policial.
De acordo com os relatos, o vídeo teria sido gravado por moradores da própria comunidade, que já desconfiavam do comportamento do homem. As imagens mostram o suspeito segurando o animal e forçando uma aproximação com seu órgão genital.
A mobilização popular foi decisiva para o flagrante. Vizinhos passaram a monitorar a rotina do homem, que, segundo denúncias, costumava sair de casa e retornar para cometer os abusos. A gravação só foi possível após dias de vigilância informal feita por moradores.
Após a denúncia, o suspeito foi localizado e conduzido à Delegacia de Polícia do Meio Ambiente, no bairro de Tejipió, no Recife. Ele prestou depoimento e foi liberado em seguida. A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação e que diligências estão em andamento para esclarecer todos os fatos.
Além da égua, há suspeitas de que outros animais tenham sido vítimas. Testemunhos indicam possíveis abusos envolvendo um cavalo e até um cachorro que era cuidado coletivamente pela vizinhança. Um dos relatos aponta que o cão teria sido retirado de dentro da casa do suspeito já ferido.
O caso também trouxe à tona um histórico preocupante. Familiares relataram ao ativista que o homem já teria se envolvido em episódio semelhante em 2004, quando foi encaminhado para tratamento psiquiátrico após uma ocorrência com um cavalo.
Ainda segundo essas informações, o suspeito faria uso de medicação e necessitaria de acompanhamento contínuo, o que, na avaliação do ativista, não teria sido mantido ao longo dos anos.
A repercussão do caso levanta questionamentos sobre responsabilidade familiar e acompanhamento de pessoas com transtornos psicológicos, especialmente quando há risco a terceiros — neste caso, animais indefesos.
O ativista afirmou que seguirá acompanhando o andamento das investigações e cobrando medidas das autoridades. A expectativa agora é que o inquérito avance, com possível responsabilização criminal, caso as denúncias sejam confirmadas.



