
Em um enredo que mistura tragédia e comédia, o candidato José Fábio, popularmente conhecido como Zé do Povo, não conseguiu emplacar uma cadeira na Câmara de Vereadores de Gravatá, agreste pernambucano. Com apenas 549 votos, Zé do Povo, que já foi “fonte de inspiração” para o ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB), terminou sua campanha se tornando, segundo as próprias palavras de Joaquim, uma “fonte de transpiração” e, finalmente, uma “fonte de decepção”.
A autointitulação como Zé do Povo parece não ter ecoado tão bem nas urnas. O candidato conseguiu menos votos do que Paulo Fárias, também do PSDB, que conquistou 664 eleitores. Dessa forma, Fábio garantiu o invejável título de “suplente do suplente”, uma posição de grande destaque… nas piadas pós-eleição.
Fábio, conhecido por sua fidelidade canina a Joaquim Neto, tinha como bandeira sua forte crítica à administração atual, especialmente à primeira-dama, Viviane Facundes, e ao prefeito Joselito Gomes (AVANTE), que já havia vencido Joaquim com 32.888 votos em 2020 e continua a liderar a cidade.
Agora, com a derrota nas urnas, o que resta ao candidato é voltar ao seu confortável estúdio de rádio, onde, durante os últimos 48 meses (ou seja, quatro anos inteiros), exerceu seu “talento” mais natural: falar mal de seus oponentes políticos. Ao que tudo indica, a programação de Zé do Povo estará recheada de críticas picantes e argumentos afiados — pelo menos no que diz respeito ao prefeito e à primeira-dama, seus alvos favoritos.
Sem o apoio dos eleitores nas urnas, Zé do Povo parece condenado a seguir falando sozinho no rádio, sem uma cadeira no Legislativo, mas com um microfone sempre à mão. A dúvida que fica é: será que ele vai conseguir transformar essa “transpiração” toda em votos na próxima eleição? Ou será que Joaquim Neto terá uma nova fonte para se decepcionar? Fica o suspense para os próximos capítulos do drama político de Gravatá.
