Zé Dirceu, Flávio Dino, João Pedro Stedile e Marcio Astrini criticam postura autoritária de governo Bolsonaro

O ex-ministro Chefe da Casa Civil José Dirceu, o governador do Maranhão, Flávio Dino, o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stedile e o ambientalista e secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, criticaram a postura autoritária do governo de Jair Bolsonaro e sua atuação contra a contenção da pandemia do coronavírus no Brasil. 

As análises foram feitas na tarde de hoje (15) durante  “II Seminário Terra e Território: Diversidade e Lutas”, transmitido ao vivo online. Para o ex-ministro Chefe da Casa Civil, Bolsonaro representa uma ruptura na política brasileira. “Temos um governo autoritário que caminha para um golpe se não conseguirmos mudar essa situação. O ‘Fora Bolsonaro’ vem como consequência dos crimes de responsabilidade que ele vem cometendo e particularmente da ação dele contra a luta contra a pandemia”, pontuou. 

Governador do Maranhão, Flávio Dino tem visão semelhante da situação. “Bolsonaro só não dará um golpe de estado se não puder. No ambiente que Bolsonaro deseja implantar em nosso país, não há espaço para contestações”.

A defesa do meio ambiente também é uma pauta que deixou de ser abordada explicitamente pelo governo Bolsonaro, segundo Marcio Astrini. “ Antes os governantes se preocupavam falar sobre a pauta ambiental e se abriam, às vezes, para o diálogo. Hoje não. O que existe é um governo que, ao em vez mediar, incentiva e gera conflitos”, ponderou. “ Não existe defesa de floresta, de Amazonia, da reforma agrária, se a gente não tiver democracia”. 

Para João Pedro Stedile, a forma como o governo federal está lidando com a pandemia do coronavírus é seu “atestado de óbito”. “O governo Bolsonaro se revela completamente insensato, anti-humano. Do governo não se pode esperar nada”, destacou. “ Eu não estou pessimista. Acho que vamos sair do pós-vírus com mais aliados do que tivemos até agora, com a sociedade de uma forma geral apoiando nossas ideias e planos”, finalizou.  

O evento é uma continuidade do seminário realizado no ano passado na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) que, durante 3 dias, reuniu mais de 150 homens e mulheres de entidades que atuam na mobilização dos povos dos campos, das águas e das florestas.

Deixe seu comentário:

Comentário: