
Uma nova ofensiva da Polícia Federal levanta um alerta sobre a origem dos produtos comercializados no Brasil, especialmente no ambiente digital. A Operação Procedência, deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), desmantelou parte de uma rede criminosa que atuava no contrabando e descaminho de itens estrangeiros, com foco em eletrônicos, anabolizantes e medicamentos importados.
Com apoio da Superintendência da PF no Ceará, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em Fortaleza, expedido pela 13ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco. A ação é fruto de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ/PE), iniciadas em novembro de 2023.
As apurações indicam que os produtos eram introduzidos ilegalmente no país, principalmente por via aérea, e comercializados por meio de uma rede social — que inclusive inspirou o nome da operação. No cumprimento do mandado, foram encontrados celulares, perfumes, anabolizantes e outros artigos sem nota fiscal e de procedência irregular.
Agora, a Polícia Federal busca identificar outros membros da organização, mapear o funcionamento do esquema e rastrear bens obtidos com os lucros das vendas ilegais.
Os envolvidos poderão ser enquadrados pelos crimes de contrabando, descaminho e associação criminosa, com penas que somadas podem chegar a 12 anos de prisão.
A Operação Procedência reforça a atuação da PF no combate à evasão de tributos e ao comércio ilegal, sobretudo em plataformas digitais. Fica o alerta ao consumidor: antes de pagar caro por um produto, questione sua procedência e exija nota fiscal. Comprar mais barato pode sair muito caro.
