
Na última sexta-feira (04), Pernambuco registrou um preocupante aumento na violência, com nove homicídios em diferentes regiões do Estado. Com esses números, o mês de outubro já soma 34 assassinatos, e o total no ano de 2024 chega a 2.683 mortes violentas. Os crimes, que ocorreram em cidades do Agreste e na Região Metropolitana do Recife, reforçam a grave crise de segurança enfrentada pela população.
Um dos casos mais chocantes da noite ocorreu no bairro Santo Agostinho, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste. Dois homens, identificados como Nelson Barros, conhecido como “NUNA”, e Fernando Fábio, foram brutalmente assassinados com facadas e pedradas. Fernando chegou a ser socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas já chegou sem vida. Nelson “NUNA” morreu no local do crime. As motivações e a autoria do duplo homicídio ainda são desconhecidas pelas autoridades, que continuam investigando o caso. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Caruaru.
Também na noite de sexta-feira, um homem não identificado foi executado a tiros no Sítio do Uva 2, localizado no bairro de Ouro Preto, em Olinda, por trás do Via Park. A vítima foi alvejada com vários disparos de arma de fogo, e até o momento, a autoria e as causas do crime permanecem um mistério. O corpo foi removido para o IML do Recife, onde aguardam identificação e os próximos procedimentos legais.
Mais duas mortes em Caruaru
Ainda no final da tarde da sexta-feira, mais dois homicídios foram registrados em Caruaru, também no Agreste do Estado. Cleiton Silva de Lira, de 26 anos, e José Gilberto de Oliveira, de 34, foram assassinados a tiros na 2ª Travessa José Noé, localizada na Vila Murici, Zona Rural do município. Assim como nos outros casos, as circunstâncias em torno das mortes permanecem desconhecidas, e os corpos foram levados para o IML de Caruaru.
Crescente violência no Estado
O aumento expressivo nos homicídios evidencia a grave crise de segurança pública enfrentada por Pernambuco. As causas variam, desde conflitos de facções até disputas interpessoais, mas o sentimento de insegurança afeta cada vez mais o cotidiano dos pernambucanos. A polícia segue investigando esses casos, mas a falta de identificação de autores e motivações em muitos dos crimes dificulta a aplicação da justiça.
Com 2.683 assassinatos já registrados no ano, o Estado segue enfrentando desafios críticos para conter a escalada da violência. Enquanto isso, a população cobra respostas e ações efetivas das autoridades para trazer mais segurança às cidades pernambucanas.
