
A vereadora Júlia de Berna (Avante) fez duras críticas à atual gestão municipal de Amaraji, na Zona da Mata de Pernambuco, durante entrevista ao programa Jornal da 98, apresentado por Clebson Amsterdan na Rádio Clima e Amaraji FM. Demonstrando claro desconforto com o prefeito Araújo (Avante), a parlamentar afirmou que suas demandas não estão sendo ouvidas pela administração municipal, além de acusar o gestor de se distanciar da população — inclusive daqueles que o ajudaram a chegar ao poder.
Segundo Júlia, apesar de ter buscado diálogo com o prefeito, as conversas não avançaram por falta de interesse da parte dele. A vereadora também voltou a denunciar problemas crônicos enfrentados por Amaraji, com destaque para a precariedade no fornecimento de água. “Somos a cidade da cachoeira, mas com torneiras secas”, afirmou, fazendo referência à ironia que virou lema local.
Ela também cobrou soluções urgentes para pendências com servidores e prestadores de serviço: professores ainda aguardam pagamento de precatórios, enquanto artistas que se apresentaram no Carnaval e no São João deste ano seguem sem receber seus cachês.

Durante a entrevista, Júlia de Berna confirmou sua pré-candidatura a deputada estadual, proposta feita pelo também pré-candidato Gabriel Porto. Segundo ela, a decisão foi impulsionada por um apelo popular. “Minha candidatura nasce do desejo do povo de Amaraji e será um ensaio para as eleições de 2028”, declarou.
No campo estadual, a vereadora revelou um rompimento político com a governadora Raquel Lyra (PSD), apesar de ter apoiado sua eleição. Júlia anunciou que não estará na base de apoio à reeleição da tucana e vai se alinhar ao grupo do prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao Governo de Pernambuco.

Ela criticou a postura de Raquel, alegando ausência de diálogo com representantes municipais e falta de compromisso com os aliados que ajudaram a elegê-la. “A governadora trata seus apoiadores como números, e não como pessoas. Isso custará sua reeleição”, disparou.
